sexta-feira, 15 de outubro de 2021

APRODANÇA - Apresentações, trabalhos e eventos


Apresentações, trabalhos e eventos realizados em Florianópolis/SC





Presidente: Bia Mattar
Vice-Presidente: Marco Aurélio Cruz Souza
Secretário: Maxwell Sandeer Flor
Tesoureira: Luciana Alves


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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

APRODANÇA - Portfólio Cultural



PORTFÓLIO CULTURAL - Parte 1


PORTFÓLIO CULTURAL - Parte 2







Presidente: Bia Mattar
Vice-Presidente: Marco Aurélio Cruz Souza
Secretário: Maxwell Sandeer Flor
Tesoureira: Luciana Alves


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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

APRODANÇA - Participações em Fóruns de Dança

 








Presidente: Bia Mattar
Vice-Presidente: Marco Aurélio Cruz Souza
Secretário: Maxwell Sandeer Flor
Tesoureira: Luciana Alves


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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Corpo, movimento e neurodiversidade

Bia Mattar, que preside atualmente Associação Profissional de Dança de Santa Catarina (Aprodança), é umas das proponentes da 7ª Miscelânea em Dança, projeto artístico-cultural proposto pelos bailarinos Rodolfo Lorandi e Maria Claudia Reginato. A Aprodança é um dos 13 apoiadores da iniciativa que conquistou o Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura - Artes 2020. O evento com agenda intensa ocorre entre 8 e 11 de outubro e reúne artistas, professores, alunos, residentes, agentes-multiplicadores, bailarinos e pesquisadores interessados em problematizações, transversalidades e paradigmas contemporâneos. A programação é vasta - durante manhã, tarde e noite -, com quatro mesas-redondas, 11 oficinas e quatro apresentações de obras artísticas.

Foto: Divulgação

Neurodiversidade em Movimento é a proposta aglutinadora desta sétima edição, que conta com três apresentações artísticas: “Nós”, da Companhia de Dança Lápis de Seda, de Florianópolis (SC), duas performances de Marina Silvério (BA), “Catadora de Lixo” (2021) e “Balé de Lixo” (2018) e “Corpo Cadeira”, da Movidos Dança, de Natal (RN).

Os encontros, totalmente on-line, ocorrem entre o dia 8 e 11 de outubro de 2021. Pesquisadores do universo da dança e da neurodiversidade de nove Estados brasileiros estão representados: AM, BA, CE, MG, PR, RJ, RN, SC e SP. O acesso se dá pelas plataformas Zoom Metting, Youtube, Instagram e Whatsapp. O conteúdo é compartilhado pelas redes sociais. Acesse as informações e inscrições em: @mais que dancar e @miscelaneaemdanca. Ou, em https://linktr.ee/miscelaneaemdanca. Inscrições abertas, interessados podem participar de uma única ação se assim desejarem.

“De caráter transdiverso-multiplicativo-multiarte-vivencial-teórico-prático, de formação-difusão, gratuito e livre, as atividades abrangem uma residência (vivências, oficinas, mesas-redondas, performances, debates, apresentações) e uma exposição virtual que reunirá todos os materiais apresentados ou produzidos nos encontros”, diz Lorandi, que busca como público-alvo pessoas de todas as idades, práticas e perfis, identidades, diversidades, neurodiversidades, professores formais e informais, da rede pública e privada.

Os residentes virtuais participam de todas as atividades, em um ou mais dias, na condição de alunos, proponentes, palestrantes ou convidados. Bem democrático, os participantes ofertam, propõem, apresentam uma atividade artística e/ou pedagógica, no intuito de compartilhar suas práticas, obras, provocações, estudos, modos, sentidos e relações profissionais. As proposições têm o compromisso de composição, aproximação, instrução, problematização, provocações, de formação e diálogo, ensino e debate.

A residência, explica Maria Claudia Reginato, pressupõe uma morada temporária, de modo virtual, com intuito de dividir, durante um tempo-espaço imersivo de prática, debate e estudo, práticas, pesquisas e pensamentos. Já a exposição consiste na reunião dos conteúdos propostos durante a residência, através de materiais e formatos diversos.

O encontro de quatro dias prevê uma organização que se dá entre uma equipe técnica sediada em Florianópolis, quatro mediadores-provocadores e 11 artistas-professores-propositores que oferecem oficinas de formação distintas e centradas no tema. Dois tradutores em Libras integram a equipe técnica: Giliard Kelm (SC) e Stephanie Caroline (SC).

Dayane Ros/Foto Divulgação

Neurodiversidade em Movimento

A proposta do tema da 7ª Miscelânea em Dança está baseada em estudos e experiências de pesquisadores como a artista-ativista-autista Amanda Melissa Baggs (2007-20), e a canadense Erin Manning cujos estudos abrangem arte, teoria política e filosofia. Baggs, ao falar de neurodiversidade e dança, alia-se a tudo aquilo que, como modo de existir no mundo, escapa aos padrões, regras, normas, códigos, linguagens dominantes e opressoras que desconsideram outras formas de viver e impõem uma lógica neurotípica e violenta, como se existisse apenas uma matriz do que é ser normal, humano, inteligente. Fora isso, estipula categorias sobre raça, gênero, nação, credo, corpo, arte, dança, sexualidade.

Manning aponta que neurodiversidade pressupõe pensar em outras lógicas de se viver uma vida que escapa às formas existentes. Ela se preocupa em recusar um neuro-reducionismo, busca escapar da ideia de que fazer sozinho seria a melhor definição de o que é, alcança e pode um corpo humano.

Atuação coletiva

Uma das marcas da Miscelânea em Dança é a crença em alianças e no valor da atuação coletiva. Os interessados apresentam e compartilham pesquisas e experiências. Desde 2010, o projeto usa o coletivo como pretexto para travessias possíveis do pensamento, do corpo e do movimento. A neurodiversidade propõe pensar em outras lógicas possíveis, incorporando o que tem sido excluído, deixado de lado, na riqueza da vida em movimento. Miscelânea têm um compromisso em propor a partir das relações ainda sendo tecidas; em 2018/2019, propôs pensar transversalmente a partir da colaboração e do decidir-juntos.

Nesta edição entende-se que não existe proposição que não está enraizada na riqueza da ecologia das práticas cotidianas. Uma oferta, como escreve o filósofo francês Jacques Rancière. “Quais as proposições que apontam raízes relacionais para as noções de diferença em um mundo pensado ecologicamente, relacional e afetivamente, contra toda e qualquer lógica típica opressora?”, indaga Rodolfo Lorandi.

E segue numa pequena coleção de perguntas: “Como propor algo que não tenha, necessariamente, nada a perguntar nem a responder de antemão? Como escreve a filósofa e historiadora belga Isabelle Stangers, como propor antes de julgar, categorizar, pré-definir, pré-valorar o que pode um corpo? Ou uma dança? Como propor a partir das proposições que já se movem nos solos movediços e fugídios da relação em miscelânea”?

Para Lorandi, falar em neurodiversidade e ecologia é abarcar também a diferença, aquela produzida no seu lugar de direito, em movimento contínuo. “Diferenças jamais reduzidas ao humano, neurotípico, branco, europeu, colonizador, patriarcal, machista, racista, homem da cidade grande, da arte culta, da vida lógica, racional, bela, das ideias.”

Histórico da Miscelânea em Dança

Projeto artístico-cultural, voltado aos artistas, professores, bailarinos e pesquisadores de dança é criado em 2010 por Maria Claudia Reginato e Rodolfo Lorandi. Com um viés contemporâneo, com diferentes ações os dois proponentes buscam questionar os padrões tradicionais nas danças de salão. A transversalidade e temáticas provocativas são uma marca registrada desses encontros que financiados pelo setor de cultura do Sesc Florianópolis entre 2010 e 2013. Miscelânea propõe congressos, mostras de dança e vivências.

Aos poucos, o projeto se ampliou, alcançou outros universos e novas ressonâncias, abriu-se ao campo da dança como um todo e conquistou a chancela do Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura - Artes 2017, 2019 e 2020.

Em 2018, Miscelânea em Residência – Experimento em Multiarte e Economia Solidária trouxe a atenção para o que se compõe o encontro entre as pessoas em ‘estado de arte’, ou seja, a partir do entrecruzamento com cada pessoa, local, dia, contexto, momento, experiência, e na busca por ‘artificiar o cotidiano’ como forma de experimento artístico, cultural, social e econômico.

Em 2020, já na pandemia da covid-19, Dança na Escola SC propôs a primeira residência artística totalmente on-line, envolveu professores e artistas de SC e do Brasil, em torno da dança e da escola.

Em 2021 e ainda na pandemia, ocorre a sétima proposição de Miscelânea em Dança, chamada “Neurodiversidades em Movimento”’, propondo uma residência-exposição totalmente on-line. Ela reúne artistas, provocadores, residentes e propositores de Santa Catarina e Brasil em torno do tema: toda vida é uma vida neurodiversa.

 

SERVIÇO

O quê:  Miscelânea em Dança

Quando: 8 a 11 de outubro de 2021

Onde: Acesso: Zoom Metting, Youtube, Instagram e Whatsapp (48) 99607-0967 ou https://chat.whatsapp.com/CPl2q2wqwApAPrVFdRMBQB. Pelo Youtube e Instagram: @maisquedancar e @miscelaneaemdanca. Ou: https://linktr.ee/miscelaneaemdanca

Quanto: Gratuito


SERVIÇO DAS APRESENTAÇÔES

“Nós” - Dia 8.10.2021, 22h (dez minutos)

“Catadora de Lixo” e Balé de Lixo” – Dia 10.10.2021, 9h30 às 11h (15 minutos de exibição)

“Corpo Cadeira” – Dia 11.10.2021 – 17h (dez minutos)


EQUIPE TÉCNICA

Direção, produção e arte gráfica: Rodolfo Lorandi (SC) e Maria Claudia Reginato (SC)

Apresentações: 1. “Nós”, da Companhia de Dança Lápis de Seda (SC) 2. Catadora de Lixo e Balé de Lixo (Marina Silvério) 3. Corpo Cadeira, da Movidos Dança (RN)

Mediadores-provocadores das mesas-redondas: Ana Luiza Ciscato (SC), Bianca Scliar (SC), Jocélia Freire (RJ) e João Paulo Lima, (CE)

Temas das mesas-redondas: 1. Arte, Saúde e Bem-estar: Caminhos para Incluir (Ana Luiza Ciscato) 2. “Nunca quis ser uma ‘dama’ de excelência!, Sempre sonhei com a transformação dos ambientes; amefricanizar e afrocentralizar o ensino das danças de salão, por uma perspectiva feminista decolonial é o que me move hoje. (Jocélia Freire) 3. Na dança algo nos escapa e ao mesmo tempo nos anima: uma espécie de segredo que nos retém e que compõe com as forças primárias de existência de modo simultaneamente particular e comum. Como mover em escuta? (Bianca Scliar) 4. Não Há Dança, sem Defeito (João Paulo Lima)

Artistas-professores-proponentes: Bia Mattar (SC), Bruna Ferracioli (SC), Camila Magalhães (MG), Demmy Ribeiro (AM), Fernanda Nicolini (RJ), Lucas Santana (SC), Marcela Brasil (BA), Marina Silvério (BA), Movidos Dança (Ariadna Medeiros/RN), Oberdan Piantino (PR) e Vinícius Huggy (SC)

Proposições: 1. Composição Cantada e Poéticas de Resistência (Bruna Ferracioli) 2. O Sopro (QI) e o Movimento (Bia Mattar) 3. Como Criar para Si uma Flor – O Esquizo e o Cosmo (Vinícius Huggy) 4. Receptáculos: Movimentos Atencionais (Oberdan Piantino) 5. Espelho, Espelho Meu (Fernanda Nicolini) 6. Catadora de Lixo e Balé de Lixo (Marina Silvério) 7. Técnica Silvestre (Marcela Brasil) 8. Reflexões sobre o Afeto no Ensino de Arte Remoto (Camila Magalhães) 9. Miniterremotos (Demmy Ribeiro) 10. Ritmos do Corpo: Top Dance Possíveis (Lucas Santana) 11. Exposição e Debate: Corpo e Cadeira

Intérpretes Libras:  Giliard Kelm (SC) e Stephanie Caroline (SC)

Assessoria de imprensa: Néri Pedroso (SC)

Apoio: Edital Elisabete Anderle de Apoio à Cultura ∕ Artes – Edição 2020, Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Governo do Estado de Santa Catarina, Projeto Mais que Dançar e PARternidade, Grão Cia. de Dança, Movidos Dança, Cia. Lápis de Seda, Coletivo Par, Associação Catarinense para a Integração do Cego (Acic), Grupo Dois em Um, Ong. Autonomia, Associação de Profissionais da Dança de Santa Catarina (Aprodança), licenciatura em dança da Universidade Regional de Blumenau (Furb), Centro de Artes (Ceart) e Centro de Educação a Distância, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)

Contatos: Ass. imprensa: NProduções Néri Pedroso (jorn.) neripedroso@gmail.com (48) 9-9911-9837 (whatSaap) Facebook: Néri Pedroso. Rodolfo Lorandi (48) 99607-0967. Maria Claudia Reginato (48) 99934-1971

 


quarta-feira, 22 de setembro de 2021

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL - APRODANÇA

 EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL

APRODANÇA – ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE DANÇA DE SANTA CATARINA

CNPJ: 79.282.588/0001-73

Convocamos os sócios para a reunião de Assembleia Geral, conforme previsto no Artigo 20 do Estatuto da APRODANÇA, no dia  30 de setembro de 2021, às 20h30, via plataforma Zoom: 

https://us02web.zoom.us/j/87342384663?pwd=aWR1RjZnSXVSY3lseEhpdmNZcTg0QT09

A reunião se instalará em primeira convocação com a maioria dos associados e, em segunda convocação, com qualquer número conforme Estatuto, com a seguinte ordem do dia:

a) alteração de endereço da Sede da APRODANÇA;

b) promoção de campanhas, para adesão de nossos associados;

c) outros assuntos de interesse dos associados.

Florianópolis, 16 de setembro de 2021.

Ana Beatriz Mattar - Presidente do APRODAÇA




 

sábado, 21 de agosto de 2021

Carta Aberta - Execução dos Programas Culturais Catarinenses previstos em Lei

“Cultura são todos os nossos gestos”, como bem referenciou Gilberto Gil sobre o entendimento dos saberes, manifestações artísticas e da cultura como patrimônio inerente a cada ser e de direito de expressão. O setor cultural, além de constituir patrimônio e valor imaterial, tangencia diversas atividades econômicas, que possuem cadeias produtivas próprias e que movimentam uma grande engrenagem de desenvolvimento sociocultural das esferas municipal, estadual e federal. Assim, todo e qualquer recurso destinado à cultura precisa ser compreendido como investimento para o desenvolvimento de uma nação. Dados apresentados pelo Governo Federal de 2016, nos entregam números expressivos da cadeia cultural nacional que chega a movimentar cerca de R$165 bilhões, ou seja, 3% do PIB nacional, apresentando um crescimento cumulativo de quase 70% nos últimos 10 anos e constituindo 3,5% da cesta de exportação brasileira, gerando R$ 10,5 bilhões em impostos ao ano.

Mesmo com números que expressam o valor imaterial e material do setor cultural e da produção artística, o desmonte de inúmeras políticas públicas federais, bem como, a extinção do MINC e a desestruturação de órgãos como Secretaria Especial de Cultura, Funarte, Secretaria do Audiovisual e Ancine, levaram a atividade cultural a uma crise profunda.

A pandemia mundial  veio a evidenciar ainda mais este quadro, mais de 6 milhões de trabalhadores da cadeia produtiva foram afetados, destes, 2 milhões são microempreendedores; cerca de 350 mil eventos e projetos cancelados em 2020 e em um ano sem faturamento, o setor já acumula mais de 90 bilhões de prejuízo. Para além disso, não há como dimensionar todo o impacto social, econômico e de desenvolvimento que o contexto pandêmico nos trouxe e ainda, de toda transversalidade que se faz sentir nos demais setores e o que isso gera para todo país, segundo dados do SEBRAE o setor cultural movimenta 68 CNAES da economia criativa.

Além da questão financeira que atingiu diretamente a dignidade e a sobrevivência dos trabalhadores da cultura, se impôs o desafio de ressignificar vidas e fazeres repensando práticas e adaptando-se ao novo tempo. Não bastassem estes obstáculos, os fazedores de cultura enfrentam, também, a morosidade da gestão pública em diversas esferas no socorro com as ferramentas e medidas disponíveis; o descaso e a falta de respeito com o setor cultural, por mais de um ano, tem impedido profissionais da cultura de exercer seu ofício dignamente, nos adoecendo individualmente e como coletividade.

Neste sentido, nós, entidades representativas da cultura catarinense, artistas, pesquisadores, produtores culturais, trabalhadores da área da cultura, abaixo assinados, nos dirigimos ao Governo do Estado de Santa Catarina para requerer celeridade, transparência e diálogo com o setor no cumprimento das políticas públicas represadas na gestão da cultura em nosso Estado. 

Conselho Estadual de Cultura – CEC

O Conselho Estadual de Cultura - CEC é o órgão colegiado do Sistema Estadual de Cultura, instituído pela lei, 14.367 de 25 de janeiro de 2008,  tem entre suas atribuições a missão de apreciar e contribuir com a construção de políticas públicas para a cultura, a partir das vozes da sociedade. Além disso, deve propor e estimular a discussão sobre temas relevantes para a cultura catarinense, assim como, promover a participação da sociedade civil na definição e fiscalização das políticas, programas, projetos e ações culturais. No dia 18 de julho de 2021, tivemos a eleição dos novos integrantes do, CEC-SC, com ampla participação dos segmentos culturais de nosso Estado, sendo eleita uma composição representativa das setoriais catarinenses, com a participação de mais de mil eleitores. Assim, reivindicamos a nomeação dos conselheiros eleitos no pleito de julho de 2021, para que este importante órgão possa exercer suas prerrogativas legais,  e possibilitar o amplo funcionamento do sistema estadual de cultura do estado de Santa Catarina, incluso, o Programa de Incentivo à Cultura – PIC, que em sua regulamentação exige a indicação, por parte do, CEC, de um integrante de seu mecanismo de gestão.

Lei Aldir Blanc

Lei no.14.017 de 29 de junho de 2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, prorrogada pela lei 14.150 de 12 de maio de 2021: A referida lei foi editada em 2020 e destinou ao Estado de Santa Catarina  R$ 48.215.510,00 para, emergencialmente, serem destinados ao setor cultural. Esta ação do governo federal, por meio de iniciativa do congresso nacional, objetivou salvaguardar a sobrevivência do setor, duramente atingido neste período pandêmico. Em sua primeira fase, através dos mecanismos previstos nos incisos I e III da, referida, lei, aproximadamente, 18 milhões de Reais foram injetados na economia da cultura catarinense. Após sua primeira fase, ficaram represados, por força de lei, nas contas do Governo do Estado, aproximadamente 30 milhões de Reais.

Este montante teve sua utilização autorizada pela lei 14.150 de 12 de maio de 2021. Em função disso, requeremos agilidade e transparência nos editais referentes à Lei Aldir Blanc. Lembramos o caráter emergencial, cerne da lei, e solicitamos que as linhas de fomento criadas para a execução dos recursos deem conta de prover auxílio emergencial e financiamento ao setor da produção cultural e artística no Estado, de maneira ampla, garantindo que não haja sobras deste recurso. Seria um golpe duríssimo o não aproveitamento total dos recursos disponíveis para o setor, pois, com a classe em agonia, tudo o que não precisamos é a devolução de recursos para o Governo Federal. Não obstante a urgência da publicação destes editais e sabedores dos prazos, exíguos, impostos por lei, sentimos a falta de transparência e de diálogo com o setor cultural na elaboração dos referidos editais.

#SCulturaemSuaCasa

Mecanismo emergencial com recursos oriundos de transferências orçamentárias e financeiras dos orçamentos fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e da Casa Civil (CC) à Fundação Catarinense de Cultura (FCC), dos quais R$ 2 milhões são provenientes de devolução de duodécimo pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) ao Poder Executivo e os outros R$ 2 milhões foram destinados pelo Executivo Estadual:

O referido edital foi uma ação de auxílio aos trabalhadores e trabalhadoras da cultura catarinense por conta da Pandemia Covid-19. Do total de recursos disponíveis em 2020, apenas metade deste valor (2 milhões) foi efetivamente aplicada, havendo um saldo de igual valor para destinação no ano de 2021, montante esse que foi assegurado pelo parlamento catarinense para estar disponível no exercício fiscal de 2021, uma vez que o valor retornou ao tesouro estadual ao final do exercício fiscal de 2020. Note-se que ainda se vive um período de pandemia e que os trabalhadores e trabalhadoras da cultura continuam sem a possibilidade plena de gerar ocupação e renda.  Entramos no segundo semestre de 2021 e o edital, emergencial, não foi lançado. Porém, não bastasse o descaso com os trabalhadores da cultura que tinham neste edital um apoio fundamental para manutenção das suas atividades e vidas, questiona-se se os 2 milhões de Reais foram empenhados para outros fins sem que houvesse manifestação oficial e transparência na alocação dos recursos públicos. Sendo assim, solicitamos esclarecimentos sobre as seguintes questões: Qual a razão de ainda não ser lançado o edital #SCulturaEmSuaCasa? Qual o destino dos 2 milhões de Reais provisionados para sua execução, caso o certame venha a não acontecer?

 Prêmio Catarinense de Cinema - PCC

Lei Nº 15.746, de 11 de janeiro de 2012: O setor do audiovisual é estratégico para o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina, com indicadores econômicos superiores aos de setores tradicionais.

Diante do panorama atual de paralisação das políticas públicas federais para o audiovisual (desde 2019 não temos edital federal algum e nem chamadas públicas de arranjos regionais que possibilitavam aporte financeiro do FSA - Fundo Setorial Audiovisual nos editais regionais) o, Prêmio Catarinense de Cinema - PCC, se apresenta como instrumento de fomento direto fundamental a esta  atividade de  enorme capilaridade e conexões com outros setores da economia, como o turismo e a economia criativa.

A fim de realmente fomentar este setor, é necessário trabalhar com valores compatíveis aos de mercado no edital, que vem se apresentando muito aquém disso nas suas edições de 2020 e 2021. Além disso, a pandemia agravou em muito o impacto já sentido pela crise econômica e alta do dólar nos orçamentos, só que em vez de aumentar os recursos, nosso Estado diminuiu e criou faixas de valores impraticáveis para o cumprimento dos objetos de algumas categorias. Cabe ainda frisar que o setor precisa ser consultado para a elaboração dos editais através de suas entidades representativas, como os sindicatos. É necessário prover um valor coerente com a realidade do setor tanto na LOA quanto no orçamento, para a realização do edital Prêmio Catarinense de Cinema. Assim, requeremos o, imediato, lançamento do Prêmio Catarinense de Cinema, na sua edição 2021, bem como, a regulamentação da lei Nº 15.746, de 11 de janeiro de 2012, que institui o referido prêmio.

O PCC, representa 6 milhões  de Reais que poderiam fomentar o cinema catarinense auxiliando na geração de emprego, renda e movimentação da economia.  Também chamamos a atenção para a elaboração do, PCC, seu alto grau de complexidade técnica demanda que o setor seja chamado para fala e acompanhamento dos trâmites nas comissões de avaliação.

Programa de Incentivo à Cultura – PIC

Lei nº 17.942, de 12 de maio 2020, regulamentada pelo decreto n° 1269 de 04 de maio de 2021, conhecida como, Programa de Incentivo à Cultura – PIC :

A referida lei constitui-se em importante instrumento de financiamento da cultura construído pelo povo catarinense, regulamentado, porém, para sua efetividade o mecanismo carece de ações da gestão cultural do Estado de Santa Catarina, no sentido de operacionalizar sua aplicação.  A renúncia fiscal, característica deste instrumento, é uma ferramenta  fundamental para dar conta da rica e diversa demanda cultural, em nosso Estado. Lembramos que o PIC possui um potencial de investimento anual  de *R$ 75 milhões. Este montante, represado por inoperância da gestão da cultura em Santa Catarina, poderia estar ajudando a movimentar a economia da cultura, especialmente, neste período emergencial que todos vivemos, no qual o setor cultural é chamado para trazer poesia e ludicidade a um ambiente pandêmico. Desta forma, exigimos a execução, por parte da administração pública do Estado de Santa Catarina, do decreto n° 1.269 de 04 de maio de 2021, prioritariamente, implantando o mecanismo de gestão - NUGEP,  do, PIC, possibilitando, assim, que de forma democrática e transparente os operadores da cultura catarinense possam acessar estes recursos públicos.

Salientamos ainda, que devido ao fato do ICMS ser apurado mensalmente, a cada mês transcorrido, perde-se a possibilidade de captação junto às empresas, de cerca de 10% de sua capacidade de aporte aos projetos culturais propostos. Não menos importante é a divulgação do Programa de Incentivo à Cultura (PIC) junto ao setor empresarial do Estado, bem como, um canal dentro da FCC para atender aos questionamentos dos setores de contabilidade das empresas, além de apoio junto aos artistas, municiando-os com todas as informações legais necessárias e um possível suporte na elaboração de seus projetos.

*https://cultura.sc.gov.br/noticias/22766-decreto-que-regulamenta-lei-do-mecenato-preve-r-75-milhoes-para-setor-cutura

Fundação Catarinense de Cultura – FCC

A FCC, peça fundamental para a cultura do Estado, que tem por objetivo valorizar a cultura através de ações que estimulem, promovam e preservem a memória e a produção artística catarinense, vem sofrendo com a falta de profissionais que deem conta da demanda de trabalho.  Nesse sentido, faz-se necessário ampliação do corpo técnico da Fundação Catarinense de Cultura com máxima urgência, a fim de atender às demandas do setor cultural de nosso Estado. Da mesma forma, julgamos urgente a consolidação do MAPA - SC, como a plataforma permanente de cadastramento dos agentes culturais, bem como, seu constante aprimoramento. Ainda e, talvez, em função dessa carência, ressaltamos a corrente crítica à gestão anterior da FCC, que, avaliamos, caracterizou-se pela falta de transparência, agilidade, efetividade e diálogo com a classe artística e com o próprio Conselho Estadual de Cultura.  

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APRODANÇA – Associação Profissional de Dança de Santa Catarina assinou coletivamente com mais 318 representações culturais e trabalhadores de cultura do Estado de Santa Catarina.


 


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

NOTA DE REPÚDIO - PL 86/2021 de Chapecó/SC

 NOTA DE REPÚDIO 

A Associação dos Profissionais da Dança de Santa Catarina – APRODANÇA e a Setorial de Dança de Santa Catarina vêm a público externar sua tristeza, indignação, repúdio e se posicionar contra o Projeto da Lei - 86/2021 em trâmite desde 07 de junho de 2021 na Câmara de Vereadores de Chapecó/SC.
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O projeto de lei ordinária proposto pelos vereadores Fernando Cordeiro dos Santos, Neuri Mantelli, Claudair Aberto Sazovo e João Siqueira visa censurar a prática da dança nas escolas do município de Chapecó, sugerindo que há a prática de danças que “aludem à sexualização” no ambiente escolar e que promovem, na avaliação dos autores, a “erotização precoce de crianças e adolescentes”, sem indicar em que contextos formativos, quais profissionais e em que escolas isso acontece. Um texto vago com conteúdo arbitrário, difamatório, inconstitucional, sem legitimidade; uma vez que os profissionais da educação possuem formação em licenciatura e são sabedores de seus deveres e direitos no âmbito educacional. Vale ressaltar que o ensino da dança nas escolas foi introduzido na educação básica a partir da LDB 9394/96, sendo reafirmado nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) em 1997 enquanto área de conhecimento e linguagem artística com conhecimentos próprios e vem de forma consciente e consistente auxiliando no desenvolvimento dos aspectos cognitivos, sócio-afetivos e motores das crianças e adolescentes em idade escolar. Sua presença aparece ainda nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação e no ano de 2018 na Base Nacional Comum Curricular, no componente de Artes. Outro ponto fundamental de reflexão é que com o parecer CNE 22/2005 é feita uma retificação do termo que designa a área de conhecimento “Educação Artística” (LDB) e o atualiza para: “Arte, com base na formação específica plena em uma das linguagens: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro". Isso significa que há uma licenciatura específica para formação de professores de Dança em todos os estados brasileiros, e que para tornar-se um professor de dança, é necessário debruçar os estudos em vários aspectos relacionados aos processos metodológicos e didáticos de ensino da dança. Além disso, é preciso dominar conhecimentos técnicos, históricos, antropológicos, anatomofisiológicos, sociais, culturais, teóricos, artísticos, estéticos e somáticos, dentre tantos outros relacionados à dança. As universidades estão formando profissionais sensíveis à diversidade, abertos ao diálogo, flexíveis, críticos,
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Conscientes de suas ações políticas, éticas e estéticas, o que torna inadmissível esta PL antidemocrática. Os profissionais da dança do Estado de Santa Catarina, através de suas representatividades, preocupam-se com o autoritarismo dessa proposta de lei, descabida de fatos, que ofende os professores e a comunidade escolar, ferindo a liberdade de expressão. Qualquer tipo de tentativa de silenciamento e censura opera de modo coercivo e se coloca como uma impossibilidade ao ato de educar, pois a educação ocorre de modo diverso, não só a partir da intelectualidade e da racionalidade, mas também a partir da sensibilidade e dos diferentes modos de sermos afetados pelo contexto em que estamos inseridos.
Diante do exposto, repudiamos, com veemência, o PL 86/2021 do município de Chapecó/SC, pois há uma tentativa de generalizar e qualificar erroneamente as manifestações artísticas da dança, com julgamentos equivocados e sem qualquer prova desta prática.
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Santa Catarina, 13 de agosto de 2021.
APRODANÇA - Associação dos Profissionais da Dança de Santa Catarina Setorial de Dança de Santa Catarina
Setorial Dança Santa Catarina